sexta-feira, 6 de maio de 2011

REFORÇANDO A IMUNIDADE DO BEBÊ

Iracy Paulina
Os bebês nascem com o sistema imunológico cru. Assim como as habilidades de andar e de falar, essas defesas amadurecem com o tempo e à medida que a criança entra em contato com vírus e bactérias. Tanto que muitos pediatras acham comum que, até os 2 ou 3 anos, os pequenos apresentem de sete a oito infecções anuais. Especialmente se freqüentam desde cedo berçários e creches, onde a convivência com outras crianças e com os funcionários da instituição normalmente se encarrega de socializar as viroses. "O recém-nascido já tem o arcabouço de seu sistema de defesas pronto. Mas é como um livro em branco onde ele irá escrever as 'receitas' de como combater as infecções e outros agentes estranhos a seu organismo", explica Victor Nudelman, pediatra e imunologista do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. "A criança pode preencher as páginas em quatro ou em dez anos. Depende da exposição que terá a microrganismos potencialmente perigosos." Não é possível nem aconselhável manter o bebê numa redoma, evitando que pegue gripes e resfriados, porque são essas experiências que o ajudam a esculpir suas defesas. Mas o ideal é moderar essa exposição, especialmente no primeiro ano de vida, para não sobrecarregar o organismo ainda "inexperiente".

Não significa, porém, que você deva ficar de braços cruzados esperando que seu filho escreva sozinho o livro de sua imunidade. Existem várias recomendações que, colocadas em prática já, o ajudarão a fortalecer suas defesas. Vamos a elas:

HIGIENE E LEITE MATERNO

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• Valiosas regras de higiene

Lavar as mãos antes de pegar o bebê e esterilizar chupetas, mamadeiras, copinhos e brinquedos que vão à boca são cuidados que evitam a superexposição de seu filho a germes, bactérias e vírus. "Esses conceitos básicos muitas vezes são deixados de lado", observa a neonatologista Alice Deutsch, do Albert Einstein. Da mesma forma, convém evitar que pessoas gripadas fiquem muito perto do bebê nos primeiros meses. São precauções simples que preservam um pouco suas defesas ainda frágeis.

• Proteção em cada mamada
Não é de hoje que você ouve dizer que não há nada melhor para o bebê do que o leite materno. Tanto que os especialistas recomendam que a criança seja alimentada exclusivamente com ele até os 6 meses de vida. Pois aí vai outro forte motivo para insistir nessa tecla: além de todos os nutrientes importantíssimos para o crescimento de seu filho, seu leite é fonte de várias substâncias que fortalecem as defesas dele. A começar pelo colostro, aquele líquido ralo dos primeiros dias. Uma das poderosas substâncias que ele contém é a imunoglobulina IgA, um anticorpo que se espalha pela mucosa intestinal infantil formando uma barreira bioquímica que impede a penetração no organismo de bactérias perigosas.

Outra substância vital é o oligossacáride, um açúcar que estimula a proliferação de uma flora intestinal também disposta a combater tais bactérias. "Com essas substâncias, a criança amamentada fica mais protegida contra problemas como a diarréia", explica o pediatra Fábio Ancona Lopez, professor de nutrologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). O leite materno também injeta no organismo do bebê milhões de glóbulos brancos, a principal célula de defesa do nosso corpo. "Além de tudo isso, é fonte dos chamados fatores inespecíficos, substâncias que potencializam o desempenho dos glóbulos brancos e dos anticorpos produzidos pela criança", completa. 
Mas não se desespere se não conseguir suprir as necessidades de seu filho até os 6 meses preconizados pelos pediatras - situação bastante comum entre mulheres que voltam ao trabalho depois da licença-maternidade. "Um período de quatro meses de amamentação exclusiva já é considerado satisfatório pela Organização Mundial de Saúde", tranqüiliza Lopez.

• Frutas e legumes têm a força
O efeito é indireto, mas igualmente importante. Assim como o corpo, para se fortalecer o sistema imunológico precisa de vitaminas e sais minerais. "Eles ajudam a modular as reações químicas necessárias para a produção de anticorpos. Ou seja, se o organismo dispõe desses nutrientes nas quantidades ideais, consegue produzir uma resposta imunológica mais rápida", explica Nudelman. Uma alimentação balanceada, especialmente rica em frutas e legumes, principais fontes de vitaminas e sais minerais, é, segundo Ancona Lopez, suficiente para dar uma força extra - e preciosa - às defesas do pequeno. A maneira de conseguir isso é engatar um programa esperto de desmame, oferecendo a ele uma boa variedade de alimentos sólidos.

• O poder restaurador do descanso
Pesquisas neurológicas mais recentes garantem que boas horas de sono são imprescindíveis para fortalecer o sistema imunológico. "Estudos feitos com ratos mostraram que depois de 72 horas sem dormir eles apresentavam alto risco de contrair infecção generalizada", diz o neurologista Mauro Muszkat, coordenador do Núcleo de Atendimento Neuropsicológico Interdisciplinar da Universidade Federal de São Paulo. A explicação é simples. Em primeiro lugar, se não dormimos direito, produzimos mais hormônios do stress, que acabam prejudicando o desempenho das células de defesa do organismo. Segundo, é durante o sono que fabricamos uma quantidade maior de substâncias que estão diretamente ligadas tanto à produção de anticorpos quanto ao desempenho dessas células. Portanto, certifique-se de que seu bebê durma o suficiente: de 16 a 20 horas por dia, no caso dos recém-nascidos;
de 14 a 15 horas, incluindo as sonecas diurnas, para os bebês de 6 meses a 2 anos. Cuidar para que a criança tenha um sono de qualidade também é importante. O que significa proporcionar a ela um ambiente tranqüilo, sem barulho, com luz reduzida e que não incida em seu rosto.

• Carteirinha de vacinas em dia
Elas são uma maneira de expor a criança ao agente infeccioso de forma controlada e, com isso, dar ao sistema de defesa a oportunidade de fabricar os anticorpos. Dessa forma, quando o bebê for exposto à bactéria ou ao vírus de verdade, seu organismo já terá como combatê-lo ou no mínimo amenizar os efeitos. "A maioria das vacinas utilizadas nos calendários de imunização recomendados pelos médicos e pelo governo tem eficácia próxima a 100%", diz o pediatra Roberto Bittar, da Cliap - Clínica de Imunização Pediátrica, de São Paulo. Para que seu filho se beneficie dessa proteção, porém, é fundamental vaciná-lo nas datas indicadas.

O roteiro de prevenção começa com a vacina contra a hepatite B, cuja primeira dose deve ser dada ainda na maternidade. O mesmo vale para a BCG, que imuniza contra a tuberculose. A partir daí, você traça com o pediatra o caminho a seguir. Hoje em dia, quem tem disponibilidade de pagar um pouco mais para imunizar o filho em instituições particulares conta com vacinas de última geração, que apresentam várias vantagens. As combinadas, que reúnem num único produto a proteção contra várias doenças, estão nesse grupo. "A tendência é cada vez mais produzir vacinas com o maior número de combinações possíveis. Dessa forma, diminuímos o número de injeções que a criança toma e a necessidade de visitas freqüentes aos locais de imunização", observa Bittar. Um exemplo disso é a vacina conhecida como pentavalente, que engloba a Salk (contra poliomielite), a tríplice (coqueluche, difteria e tétano) e a Haemophilus influenzae (meningite e infecções generalizadas). Ela é dada em quatro doses: aos 2, 4 e 6 meses, com reforço aos 18 meses. São portanto quatro picadas.
Se optar pelas convencionais, seu filho terá que tomar 12 picadas. A Haemophilus influenzae inaugura ainda outra conquista: graças aos avanços tecnológicos que incorporou, pode ser aplicada já a partir dos 2 meses de vida. Antigamente, apenas crianças de 2 anos ou mais receberiam esse tipo de imunização. "Aí ela já não era tão necessária, pois as crianças correm maior risco de contrair as infecções que essa vacina previne justamente nos dois primeiros anos", conclui Bittar.

Como funcionam nossas defesas

Nossa estratégia de defesa começa com a pele, que reveste o corpo e barra os agentes agressores externos. "Mas é em nosso organismo que estão os soldados mais especializados em combater infecções e outras doenças", afirma Marco Aurélio Sáfadi, pediatra e infectologista do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo. O exército mais numeroso é composto de glóbulos brancos, células "patrulheiras" que percorrem nosso corpo à procura de vírus, bactérias e outros invasores que possam causar algum dano. Identificando algum deles, elas imediatamente disparam uma ordem para a produção de anticorpos, as imunoglobulinas, cuja missão é eliminar o inimigo. Esses soldados de ataque são altamente especializados: para cada agente infeccioso, o sistema imunológico tem que bolar uma "receita" específica de anticorpos. "Se é a primeira vez que o organismo do bebê identifica o microrganismo, levará algum tempo para preparar a resposta. Mas automaticamente ele irá memorizá-la e, da próxima vez em que o vírus aparecer, será mais prontamente combatido", explica Sáfadi.


As armas que ele recebe ainda no útero

Nos últimos três meses de gestação, a mãe passa uma provisão de anticorpos para o bebê que o protegerá nos primeiros 6 meses de vida. "São anticorpos contra as doenças que ela já teve ou contra as quais foi vacinada, como o sarampo. Depois eles perdem a validade e caberá ao bebê fabricar as próprias defesas", esclarece Marco Aurélio Sáfadi, pediatra e infectologista do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo. Esse é mais um dos motivos para que a mãe faça um pré-natal caprichado e se previna contra os riscos de ter o filho prematuramente. "Os bebês prematuros são ainda mais vulneráveis a infecções, porque não contam com essa proteção imunológica adquirida ainda no útero", diz a neonatologista Alice Deutsch, do Hospital Israelita Albert Einstein, também em São Paulo.

A magia do toque


Que a massagem aprofunda o vínculo entre mãe e bebê pouca gente duvida. Mas vários estudos tentam verificar se esses toques teriam a capacidade de fortalecer o sistema imunológico da criança. "Existem indícios de que a massagem desencadeia alterações no sistema nervoso central, que teriam como reflexo a ativação ou modulação das defesas da criança", observa a enfermeira e psicomotricista Maria das Graças Barreto Silva, coordenadora do Grupo de Massagem e Estimulação de Bebês, do departamento de enfermagem da Universidade Federal de São Paulo. Mesmo que os efeitos na imunidade não tenham ainda comprovação científica, não custa tentar: no mínimo, será um momento de prazer compartilhado entre mãe e filho.

http://claudia.abril.com.br/edicoes/523/aberto/claudia_bebe/conteudo_137503.shtml?pagin=1

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Não dê mel aos bebês.

É uma das regras que fazem parte da lista de coisas que você deve saber (como "não misture amônia com cloro" e "não use areia de praia para fazer concreto") e que precisam de mais divulgação porque são muito importantes.

A palavra botulismo descreve um tipo de intoxicação. Uma classe de bactérias chamada Clostridium botulinum que cria uma proteína chamada toxina botulínica, e essa proteína é a causa do botulismo. A toxina botulínica invade as células nervosas estimulantes no lugar em que elas se encontram com as fibras musculares e bloqueia essa ligação para que nenhum sinal consiga passar. O resultado é a paralisia, e em casos graves ela imobiliza o paciente completamente e pode levá-lo à morte.


Os bebês podem desenvolver botulismo por meio da ingestão do mel. No caso, as abelhas costumam coletar esporos de botulismo enquanto coletam o néctar, e os misturam ao mel. A maioria das pessoas pode ingerir esses esporos sem problemas porque possuímos bactérias em nossos intestinos e sistemas imunológicos saudáveis que eliminam os esporos. Os bebês ainda não possuem essas defesas. Então, quando um bebê come mel, os esporos se encontram em um intestino livre de oxigênio e entram em ação. Eles produzem a toxina enquanto estão dentro do bebê. 
 
 
MEL SÓ A PARTIR DE 1 ANO DE IDADE!

Receita de Papinhas

Papinha: tudo o que você precisa saber para alimentar muito bem seu bebê

Quando o bebê completa 6 meses, a cozinha se transforma no lugar mais divertido da casa. A partir de agora, seu filho terá a chance de experimentar comida – por enquanto, ele só se alimentou de leite. Por isso, dê bastante atenção a esse início, que vai dos 6 meses aos 3 anos, quando o aprendizado (isso mesmo!) se consolida. Lembre-se sempre de três regras básicas: apresente a comida gradativamente para que a criança e seu organismo tenham tempo de se acostumar com esse novo jeito de comer, ofereça o maior número de sabores e garanta a presença de todos os tipos de alimentos nas refeições. Confira aqui o passo a passo para dar tudo certo:


Antes de começar
Lave bem as mãos. Os legumes, verduras e frutas devem ser lavados em água corrente, para retirar os vestígios de agrotóxicos. Ao cozinhar, evite espirrar, tossir ou falar próximo da comida, para evitar a contaminação de microorganismos pela saliva. Os ingredientes devem ter um aspecto fresco e boa aparência, sem partes danificadas.


Introdução dos alimentos
Escolha um dia e ofereça um suco de laranja-lima no meio da manhã, entre uma mamada e outra – e não perca por nada o rostinho de espanto que o bebê vai fazer ao experimentar o novo sabor. Comece a oferecer as papinhas de frutas depois de três ou quatro dias. Escolha um horário entre as mamadas na parte da tarde e observe se o organismo da criança reage bem. Depois de uma semana, organize o horário das mamadas para oferecer a papinha salgada na hora do almoço. Continue com o suco e a papinha de frutas no lanche. Quando o bebê já estiver habituado, é hora de dar a papinha salgada na hora do jantar também. E papinha de frutas como sobremesa nas duas refeições.

O que não pode faltar na papinha salgada
Precisa ter uma fonte de carboidrato (arroz, macarrão), uma de proteína (carnes em geral), e duas de legumes ou verduras. Não esqueça de usar temperos, que dão um gostinho especial: cebola,alho e azeite; e as ervas, como salsinha, cebolinha, salsão, manjericão, orégano, coentro (muito utilizado no Nordeste). Elas devem ser colocadas em pequena quantidade para não comprometer o sabor natural da refeição. Pimenta e curry são vetados. Nas saladas, use limão – o vinagre pode provocar alergia. Todos os temperos devem ser cortados em pedaços suficientemente pequenos para ser mastigados. E não esqueça: se for acrescentar sal, maneire.


Passo a passo do preparo
Depois de escolhidos os ingredientes que serão usados na papinha, pique-os e coloque-os numa panela para cozinhar. Alguns médicos dizem que muitos nutrientes se perdem quando expostos a temperaturas altas, como na panela de pressão. O melhor é preparar em uma panela comum. De vez em quando, tudo bem fazer uma sopinha, em que os ingredientes são cozidos todos juntos - o volume de água deve ser o dobro da quantidade de alimentos que estão na panela, para a papinha não ficar rala. Mas, no dia a dia, o melhor é cozinhar tudo separadinho, para seu filho sentir e conhecer o sabor e a textura de cada alimento. Quando os ingredientes estiverem cozidos, amasse-os com um garfo até obter uma consistência de purê. Não misture tudo no prato. Antes de servir, teste se a temperatura está adequada – nem quente, nem fria – no dorso de sua mão.


Na hora de servir
A papa tem de ser esmagada com garfo ou passada na peneira, nunca (!) batida no liquidificador. Quando você tritura tudo, a criança não exercita a mastigação nem conhece o sabor dos alimentos. Dê um por vez, assim, você vai descobrir o que seu filho mais gosta, o que pode dar alergia etc. A quantidade também é importante. Para você ter uma referência: dos 6 aos 9 meses, de quatro colheres (das de sopa) a uma xícara; dos 10 aos 12 meses, uma xícara cheia; e de 1 a 3 anos, um prato infantil cheio.

Papinha orgânica de maçã, mamão e banana

Ingredientes
- 1 banana
- ½ maça
- 1 fatia média de mamão
- ½ L de água

Preparo
Lave e descasque as frutas. Tire as sementes. Pique tudo e coloque para cozinhar em meio litro de água. Quando as frutas estiverem cozidas, bata no liquidificador. Rendimento 3 porções

Papinha de laranja e mamão
Ingredientes
100 ml de suco de laranja
1 fatia média de mamão
3 colheres (sopa) de aveia

Preparo
Amasse o mamão com um garfo, junte o suco de laranja, adicione a aveia e mexa bem até obter uma papa.

Rendimento 2 porções

Papinha de banana
ingredientes
1 banana
2 colheres (sopa) de aveia

Preparo
Amasse a banana, misture com a aveia e sirva à criança.  
 Rendimento 1 porção

Papinha de Pêra
Ingredientes
2 peras

Preparo
Descasque as peras e corte-as em cubinhos. Cubra com água e leve ao micro-ondas para cozinhar. Passe na peneira, deixe esfriar e ofereça à criança.

Rendimento 2 porções

Papinha de maçã

Ingredientes
2 maçãs  
Preparo
Descasque as maçãs e corte-as em cubinhos. Cubra com água e leve ao micro-ondas para cozinhar até que os pedaços fiquem molinhos. Passe na peneira. Esfrie e sirva.

Rendimento 2 porções

Papa de peixe, batata, beterraba e almeirão

 

Ingredientes
1/2 filé de pescada
1 colher de azeite de oliva
1 colher (chá) de cebola picada 1 beterraba média ralada
1 folha de almeirão
1 batata, cozida e amassada
1 colher (sobremesa) de margarina 1/2 colher (café) de sal
1 1/2 copo de água filtrada

Preparo
Coloque o azeite, o peixe, a beterraba e o sal em uma panela e cubra com água. Tampe e cozinhe até que os ingredientes estejam macios e com um pouco de caldo. Coloque o almeirão picadinho cinco minutos antes de desligar. Faça um purê de batata, amasse com um garfo e dê à criança.

Rendimento 1 porção

Tudo vermelho
A beterraba é fonte de cobre, que promove a absorção do ferro, além de ser essencial para o sangue, as fibras nervosas e a pigmentação da pele.

Dicas práticas
- Quando preparar as receitas para crianças maiores, basta alterar a consistência. A partir de 1 ano, você não precisa esmagar com um garfo, basta picar em pedaços pequenos.

- Se estiver sem tempo, cozinhe os ingredientes juntos. Mas não faça isso sempre. Com esse tipo de preparo seu filho não aprende a conhecer o sabor de cada alimento, e isso prejudica a alimentação dele no futuro.

- Além dos temperos básicos, você pode incrementar as receitas com outros temperos que são de costume na sua casa, como orégano, manjericão, cebolinha, manjerona, salsão, alecrim etc.

Sopinha de peixe, mandioquinha, couve e abóbora

 

Ingredientes
1/2 filé de peixe em pedaços
1 colher (sobremesa) de óleo
1 colher (chá) de cebola ralada 1 pedaço de abóbora
1/2 colher (café) de sal
1 folha de couve picada
1 mandioquinha picada
1 colher de salsinha
1 1/2 copo de água filtrada

Preparo
Numa panela, coloque todos os ingredientes, menos a couve e a salsinha, e cozinhe até que a abóbora esteja macia e forme um pouco de caldo. Junte a couve e a salsinha e deixe por mais cinco minutos. Retire, amasse com um garfo e sirva.

Rendimento 1 porção

Atenção com as espinhas
Prefira os que não têm espinhas, como cação, linguado ou badejo. Se não for possível, retire as espinhas com todo cuidado.

Dicas práticas
- Quando preparar as receitas para crianças maiores, basta alterar a consistência. A partir de 1 ano, você não precisa esmagar com um garfo, basta picar em pedaços pequenos.

- Se estiver sem tempo, cozinhe os ingredientes juntos. Mas não faça isso sempre. Com esse tipo de preparo seu filho não aprende a conhecer o sabor de cada alimento, e isso prejudica a alimentação dele no futuro.

- Além dos temperos básicos, você pode incrementar as receitas com outros temperos que são de costume na sua casa, como orégano, manjericão, cebolinha, manjerona, salsão, alecrim etc.

Caldo de frango com macarrão e couve

 

Ingredientes
1/2 peito de frango médio
1/2 xícara (chá) de macarrãozinho
1/2 cenoura pequena
1/2 batata pequena
1 folha de couve cortada
1/4 xícara (chá) de cheiro-verde picado
1/4 xícara (chá) de cebola picada 1/2 colher (café) de sal
1 copo de água filtrada

Preparo
Numa panela, coloque todos os ingredientes, menos o macarrão. Quando estiverem cozidos, retire o frango, tire a pele, os ossos, desfie e coloque novamente na panela. Quando ferver, acrescente o macarrão, mexa e deixe cozinhar por cinco minutos. Amasse bem o restante e sirva à criança.

Rendimento 3 porções


Dicas práticas
- Quando preparar as receitas para crianças maiores, basta alterar a consistência. A partir de 1 ano, você não precisa esmagar com um garfo, basta picar em pedaços pequenos.

- Se estiver sem tempo, cozinhe os ingredientes juntos. Mas não faça isso sempre. Com esse tipo de preparo seu filho não aprende a conhecer o sabor de cada alimento, e isso prejudica a alimentação dele no futuro.

- Além dos temperos básicos, você pode incrementar as receitas com outros temperos que são de costume na sua casa, como orégano, manjericão, cebolinha, manjerona, salsão, alecrim etc.

Papinha de frango com arroz, acelga e cenoura

 

Ingredientes
2 batatas
1 cenoura
125 g de frango
1/4 xícara (chá) de arroz
1/2 cebola
1 ramo de salsa
1/2 dente de alho amassado
1/2 colher (café) de sal
1/2 colher (sopa) de óleo de girassol
1 copo de água filtrada

Preparo
Refogue no óleo o frango, a cebola e o alho. Acrescente a água e, quando entrar em ebulição, ponha as batatas, a cenoura, o arroz e a salsa, cozinhando até que fiquem macios. Cinco minutos antes de finalizar, acrescente a acelga picadinha. Desfie bem o frango com um pouco do caldo da sopa. Retorne à panela e cozinhe por mais cinco minutos. Acrescente o sal e sirva à criança.

Rendimento 3 porções

Dicas práticas
- Quando preparar as receitas para crianças maiores, basta alterar a consistência. A partir de 1 ano, você não precisa esmagar com um garfo, basta picar em pedaços pequenos.

- Se estiver sem tempo, cozinhe os ingredientes juntos. Mas não faça isso sempre. Com esse tipo de preparo seu filho não aprende a conhecer o sabor de cada alimento, e isso prejudica a alimentação dele no futuro.

- Além dos temperos básicos, você pode incrementar as receitas com outros temperos que são de costume na sua casa, como orégano, manjericão, cebolinha, manjerona, salsão, alecrim etc.

Papinha de frango com legumes e macarrão 

Ingredientes
150 g de batata cortada em cubos pequenos
1/2 cenoura média cortada em cubos pequenos
2 vagens cortadas em pedaços pequenos
1/2 tomate pequeno picado, sem pele e sem semente
1/2 mandioquinha picada
150 g de frango bem picadinho
1/2 xícara de macarrãozinho
1/2 colher (café) de sal
1/2 colher (sopa) de óleo
1/2 colher (chá) de salsinha
1/2 dente de alho picadinho
1/2 colher (sopa) de cebola ralada
1/2 copo de água filtrada

Preparo
Em uma panela, refogue muito bem o frango com o óleo. Acrescente o alho, a cebola e o sal. Junte a água fervente e acrescente o restante dos ingredientes. Assim que estiverem bem macios, desligue o fogo. Desfie o frango e retorne à panela. Mexa bem e sirva à criança.

Rendimento 3 porções
 
Dicas práticas
- Quando preparar as receitas para crianças maiores, basta alterar a consistência. A partir de 1 ano, você não precisa esmagar com um garfo, basta picar em pedaços pequenos.

- Se estiver sem tempo, cozinhe os ingredientes juntos. Mas não faça isso sempre. Com esse tipo de preparo seu filho não aprende a conhecer o sabor de cada alimento, e isso prejudica a alimentação dele no futuro.

- Além dos temperos básicos, você pode incrementar as receitas com outros temperos que são de costume na sua casa, como orégano, manjericão, cebolinha, manjerona, salsão, alecrim etc.

 Sopinha de frango com aveia 

 

Ingredientes
1/2 cenoura média
1/2 mandioquinha média
1 xícara (chá) de frango desfiado
1/2 colher (sobremesa) de margarina
1/2 colher (sobremesa) de cebola picada
1 colher (sopa) de farinha de aveia 1/2 colher (sopa) de salsinha picada
1/2 colher (café) de sal
1 1/2 copo de água filtrada

Preparo
Cozinhe a cenoura e a mandioquinha em um pouco de água. Amasse os legumes com um garfo e acrescente o frango, a cebola e o sal. Leve ao fogo baixo e acrescente a aveia, a margarina e a salsinha. Mexa bem até ferver e sirva.

Rendimento 2 porções

Dicas práticas
- Quando preparar as receitas para crianças maiores, basta alterar a consistência. A partir de 1 ano, você não precisa esmagar com um garfo, basta picar em pedaços pequenos.

- Se estiver sem tempo, cozinhe os ingredientes juntos. Mas não faça isso sempre. Com esse tipo de preparo seu filho não aprende a conhecer o sabor de cada alimento, e isso prejudica a alimentação dele no futuro.

- Além dos temperos básicos, você pode incrementar as receitas com outros temperos que são de costume na sua casa, como orégano, manjericão, cebolinha, manjerona, salsão, alecrim etc.

Papa de fígado, mandioca, chuchu, lentilha e escarola 

Ingredientes
1 mandioca pequena
1 colher (sobremesa) de óleo
1 pedaço de pequeno de fígado
2 colheres (sopa) de lentilha cozida 1 colher (chá) de cebola
1/2 folha de escarola
1/2 chuchu pequeno
1/2 colher (café) de sal
1 1/2 copo de água filtrada

Preparo
Numa panela, coloque todos os ingredientes picados, menos a escarola. Cubra com água, tampe e cozinhe até que eles fiquem macios e com um pouco de caldo. Junte a escarola e cozinhe por mais cinco minutos. Amasse com um garfo e dê à criança.

Rendimento 2 porções

Dicas práticas
- Quando preparar as receitas para crianças maiores, basta alterar a consistência. A partir de 1 ano, você não precisa esmagar com um garfo, basta picar em pedaços pequenos.

- Se estiver sem tempo, cozinhe os ingredientes juntos. Mas não faça isso sempre. Com esse tipo de preparo seu filho não aprende a conhecer o sabor de cada alimento, e isso prejudica a alimentação dele no futuro.

- Além dos temperos básicos, você pode incrementar as receitas com outros temperos que são de costume na sua casa, como orégano, manjericão, cebolinha, manjerona, salsão, alecrim etc.- Quando preparar as receitas para crianças maiores, basta alterar a consistência. A partir de 1 ano, você não precisa esmagar com um garfo, basta picar em pedaços pequenos.

Papa de carne, espinafre, chuchu e fubá 

 

Ingredientes
2 colheres (sopa) de carne moída
1 colher (sobremesa) de óleo
1 colher (chá) de cebola ralada 4 colheres (sopa) de fubá
3 folhas de espinafre
1/2 chuchu pequeno
1/2 colher (café) de sal
2 copos de água filtrada

Preparo
Numa panela, coloque todos os ingredientes picados, menos o espinafre. Deixe cozinhar, sem parar de mexer até que o caldo fique encorpado. Junte o espinafre no fim, deixe na panela mais um pouquinho e pronto.

Rendimento 3 porções

Dicas práticas
- Quando preparar as receitas para crianças maiores, basta alterar a consistência. A partir de 1 ano, você não precisa esmagar com um garfo, basta picar em pedaços pequenos.

- Se estiver sem tempo, cozinhe os ingredientes juntos. Mas não faça isso sempre. Com esse tipo de preparo seu filho não aprende a conhecer o sabor de cada alimento, e isso prejudica a alimentação dele no futuro.

- Além dos temperos básicos, você pode incrementar as receitas com outros temperos que são de costume na sua casa, como orégano, manjericão, cebolinha, manjerona, salsão, alecrim etc.- Quando preparar as receitas para crianças maiores, basta alterar a consistência. A partir de 1 ano, você não precisa esmagar com um garfo, basta picar em pedaços pequenos.

Papa de carne, vagem, alface e cará 

Ingredientes
1 cará
2 colheres (sopa) de carne moída
1 colher (chá) de cebola picada
2 vagens picadas
2 folhas de alface
1 colher (sobremesa) de óleo
1/2 colher (café) de sal
1 1/2 copo de água filtrada
1 colher de sobremesa de arroz

Preparo
Numa panela, coloque todos os ingredientes e cubra com a água. Cozinhe até que o arroz esteja bem macio. Retire, amasse e dê à criança.

Rendimento 1 porção

Dicas práticas
- Quando preparar as receitas para crianças maiores, basta alterar a consistência. A partir de 1 ano, você não precisa esmagar com um garfo, basta picar em pedaços pequenos.

- Se estiver sem tempo, cozinhe os ingredientes juntos. Mas não faça isso sempre. Com esse tipo de preparo seu filho não aprende a conhecer o sabor de cada alimento, e isso prejudica a alimentação dele no futuro.

- Além dos temperos básicos, você pode incrementar as receitas com outros temperos que são de costume na sua casa, como orégano, manjericão, cebolinha, manjerona, salsão, alecrim etc.

 Papa de carne, cenoura, abobrinha e macarrão 

 

Ingredientes
2 colheres (sopa) de carne moída
1 cenoura pequena
1 colher (sobremesa) de óleo
1 colher (chá) de cebola ralada
1/2 abobrinha pequena picada
1 colher (sopa) de macarrãozinho
1/2 colher (café) de sal
1 1/2 copo de água filtrada

Preparo
Coloque os ingredientes, exceto o macarrão, na panela. Quando ferver, acrescente o macarrão e cozinhe até tudo ficar bem molinho. Amasse e dê à criança.

Rendimento: 1 porção

Indispensável!
Fontes de vitamina A, como a cenoura e a abóbora, devem ser incluídas no cardápio do bebê pelo menos três vezes por semana.

Dicas práticas
- Quando preparar as receitas para crianças maiores, basta alterar a consistência. A partir de 1 ano, você não precisa esmagar com um garfo, basta picar em pedaços pequenos.

- Se estiver sem tempo, cozinhe os ingredientes juntos. Mas não faça isso sempre. Com esse tipo de preparo seu filho não aprende a conhecer o sabor de cada alimento, e isso prejudica a alimentação dele no futuro.

- Além dos temperos básicos, você pode incrementar as receitas com outros temperos que são de costume na sua casa, como orégano, manjericão, cebolinha, manjerona, salsão, alecrim etc.

Canja de galinha

 

Ingredientes
1/2 cenoura média
1/2 mandioquinha média
1 xícara (chá) de frango desfiado
1/2 colher (sobremesa) de margarina
1/2 colher (sobremesa) de cebola picada
1/2 colher (sopa) de salsinha picada
1/2 colher (café) de sal
1 1/2 copo de água filtrada

Preparo
Cozinhe a cenoura e a mandioquinha em um pouco de água. Amasse os legumes e junte o frango, a cebola, o sal e o restante da água. Leve ao fogo baixo até ferver e adicione a margarina e a salsinha. Mexa bem e sirva.

Rendimento 1 porção

Dicas práticas
- Quando preparar as receitas para crianças maiores, basta alterar a consistência. A partir de 1 ano, você não precisa esmagar com um garfo, basta picar em pedaços pequenos.

- Se estiver sem tempo, cozinhe os ingredientes juntos. Mas não faça isso sempre. Com esse tipo de preparo seu filho não aprende a conhecer o sabor de cada alimento, e isso prejudica a alimentação dele no futuro.

- Além dos temperos básicos, você pode incrementar as receitas com outros temperos que são de costume na sua casa, como orégano, manjericão, cebolinha, manjerona, salsão, alecrim etc.

É dengue ou gripe?

Seu filho acorda manhoso, chorando sem motivo. Quando você o segura no colo, percebe que a temperatura do corpo dele está alta. Além disso, demonstra dor no corpo. Deve ser uma gripe é o seu primeiro pensamento diante desses sintomas. Mas esses sinais – febre, dores no corpo, indisposição, apatia - são os mesmos da dengue e, por serem tão comuns entre si, podem ser facilmente confundidos com outras viroses.

“É importante que os pais e pediatras coloquem a dengue como um dos diagnósticos a serem investigados caso a criança apresente um quadro febril”, diz o secretário de Vigilância em Saúde Jarbas Barbosa, do Ministério da Saúde. Se a região onde você mora for considerada de risco, não é preciso esperar que apareçam todos os sintomas da dengue. Ao primeiro sinal, considere essa possibilidade e já reforce a hidratação, que pode evitar que a doença se agrave.

A dengue pode ser ainda mais perigosa nos bebês, pois a evolução do quadro é súbita. Neste caso, os pais devem ficar atentos também aos choros persistentes e à fácil irritabilidade. O mais importante é em caso de suspeita de dengue, oferecer bastante água e ligar para o pediatra do seu filho. Se ele não puder atender, leve-o a um PS infantil.

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Que tosse é essa?

Tosse purulenta: além do nariz obstruído, a criança tem muito catarro e pode apresentar febre. Esses sintomas podem indicar sinusite. Se confirmada, é preciso tratar com antibiótico e fazer lavagens com soro.

Tosse de cachorro: é a mais estridente. São duas as opções. A primeira é aquela que a criança fica rouca e acorda de madrugada com falta de ar. Se isso acontecer, abra a janela do quarto e deixe-a respirar o ar frio, que ajuda a descongestionar. Se o sintoma não aparecer leve-a ao pronto-socorro. Outra possibilidade é ela acordar com tosse apenas. Inalação costuma funcionar neste caso.

Seca: não há catarro, mas o nariz não para de escorrer. Pode ter sido causada por resfriado e incomoda mais à noite. Lave as narinas com soro e, se persistir, o médico pode indicar um inibidor.

Importante: Se a febre persistir por 48h ou a falta de ar não passar logo, ligue para o pediatra.

Fonte: Gilberto Petty da Silca, pneumologista e professor adjunto da Universidade Federal de São Paulo

O desenvolvimento do bebê mês a mês

Os pais ficam loucos por novidades, mas não adianta apressar os passos dos bebês. Cada nova habilidade é o aperfeiçoamento de uma anterior ou a combinação de outras já aprendidas. Segue uma seqüência predeterminada porque quem comanda esse espetáculo é o cérebro, e seu amadurecimento se dá em etapas. Leva a criança a firmar a musculatura dos olhos, depois a sustentar o pescoço, o tórax, até lá na frente ficar em pé. Esse percurso tem a ver com a formação dos circuitos neurológicos, que é induzida pela mielina, uma substância branca e gordurosa que aos poucos recobre as células nervosas. Sua função é agilizar o tráfego de impulsos nervosos entre as células para ativar as sinapses, as conexões que permitem a comunicação entre os neurônios. "Quando isso acontece, os estímulos fazem diferença. Um neurônio pode fazer sinapses com outros dois se a criança não for estimulada. Se for, é capaz de se conectar com outros dez", diz o neurologista Luiz Celso Vilanova. Não é preciso fazer malabarismos. O interesse, o afeto, os cuidados com o bebê são estímulos naturais sempre renovados pelos avanços da criança, que provocam novas respostas nos adultos. Acompanhe a seguir como tudo isso acontece.

Primeiro mês

Nesse início de vida, o bebê não controla nem a musculatura dos olhos. De todos os seus sentidos, a visão é a menos desenvolvida, por não ter sido exigida durante a gestação. No recém-nascido, seu alcance é de 20 a 30 centímetros, mais ou menos a distância entre o rosto do bebê e o da mãe na hora da amamentação. A criança não consegue focalizar objetos além dessa medida. As imagens são embaçadas e duplas porque as duas retinas ainda não estão unidas. O bebê é míope. Para ajudar nesse avanço, coloque móbiles coloridos sobre o berço. O olhar do bebê é atraído por objetos em movimento e de cores contrastantes, como preto e branco. Aos 6 meses, a visão estará quase igual à de um adulto. A audição do recém-nascido, ao contrário, é tão boa quanto a dos pais, porque começa a se desenvolver a partir do quinto mês de gestação. O feto escuta os movimentos dos órgãos maternos. A batida do coração da mãe gera ruídos que podem alcançar 95 decibéis. Tanto barulho quanto o de um helicóptero em pleno vôo. Por isso, com apenas 3 dias, o bebê reconhece a voz da mãe e, em 20, emite sons em resposta ou vira a cabeça em direção ao barulho. Com 1 mês, ele registra a seqüência de palavras e, com 8 semanas, será capaz de demonstrar preferência pelo idioma materno. O paladar do recém-nascido também é aguçado. "Ele tem capacidade de distinguir o salgado, azedo, amargo e doce. Gosta mais do último", diz a pediatra Rosa Resegue. Segundo ela, logo nos primeiros dias o bebê reconhece o leite materno entre o de outros seios. Nesse início, pode mamar cerca de dez vezes ao dia e dormir de 20 a 22 horas. A alimentação e o sono entram aos poucos na rotina. Acordado, o bebê parece estabanado e assustado em seus movimentos. Ele não os controla, são reflexos involuntários. 
Segundo mês

Um dos grandes marcos desse período é o sorriso social. "Indica que o desenvolvimento psíquico e afetivo da criança está indo bem", diz a pediatra. É um fenômeno curioso, porque independe do olhar e da receptividade dos pais. "Crianças cegas e surdas também têm esse sorriso", diz Rosa. Além do sorriso, o bebê de 2 meses já consegue levantar o queixo, sinalizando que o controle da musculatura do pescoço está avançando. Tem também o reflexo de virar o rosto de lado se colocado de bruços quando acordado. Outros reflexos, como o de estender o corpo para trás se for subitamente levantado e o da marcha, começam a ser inibidos, porque o domínio sobre os movimentos aumenta. A visão – as duas retinas se fundem – permite ao bebê fixar e acompanhar objetos e pessoas. Ele enxerga a mãe de outro modo. Não apenas o contorno do rosto, como era antes. Vê detalhes, o nariz, a boca, os lábios. É capaz de reconhecer o pai, os avós, a babá. Nessa fase, é importante dar continuidade ao calendário de vacinas, orientado pelo pediatra. É que elas também dependem do desenvolvimento do bebê. Têm datas para ser ministradas porque o tecido que produz a imunidade do bebê, o linfóide, possui uma determinada velocidade de crescimento. "Não adianta imunizar o bebê antes porque o organismo dele não vai conseguir responder à vacina", diz o pediatra Francisco Lembo Neto.

Terceiro mês

A boca é o principal instrumento do bebê para conhecer o mundo. Ela discrimina consistência, volume, texturas dos objetos, das pessoas e até das partes do corpo do bebê. Ele ainda não leva o pé à boca, mas as mãos são saboreadas junto com brinquedos moles que já consegue pegar. Os movimentos reflexos continuam a diminuir. O da marcha, por exemplo, é trocado pela tentativa voluntária de seu filho ficar apoiado nas duas pernas quando colocado em pé. A coluna está mais ereta. No final do terceiro mês, o bebê consegue erguer bem a cabeça, o tronco, esticar os braços e movimentar a cabeça à procura de objetos e sons. O padrão de sono muda. A criança dorme 16 horas por dia. Ainda é bastante e existe uma razão. "O bebê precisa disso tudo de sono para não consumir calorias a mais do que as necessárias, já que o seu metabolismo trabalha loucamente", diz Lembo. E, ao dormir, o bebê controla seu desenvolvimento. Ele alterna sono profundo e sono REM (quando os olhos se movimentam). Sabe-se que é no REM que os adultos sonham. Não dá para comprovar se os bebês fazem o mesmo, mas é nessa fase do sono que as células de seu cérebro formam novas sinapses. A atividade cerebral do bebê nesses momentos é tão intensa que, às vezes, ele sofre uma espécie de blecaute, tamanha a quantidade de informações que são registradas. Em atividade, os movimentos do bebê avançam. Ele começa a virar o corpinho para o lado. Já tem noção de profundidade desde que nasce, mas não de perigo, que é algo a ser aprendido. Por isso, cuidado com as quedas. Do terceiro para o quarto mês aparecem os arrulhos ou balbucios. "Quando os pais conversam com os filhos, eles respondem com sons e entonação como se estivessem mantendo um diálogo", diz a pediatra Rosa.
Quarto mês

O bebê passa a dormir praticamente a noite inteira. Durante o dia está mais ativo. Sorri bastante. A boca continua sendo o centro do conhecimento. Ele segue objetos visualmente até 180 graus. Tenta pegar brinquedos suspensos e pode passá-los de uma mão para outra. De bruços, fica cada vez mais com a cabeça firme e equilibrada. Começa a erguer o tórax. As mãos devem se abrir, o que é um bom sinal de desenvolvimento. "Crianças com problemas cerebrais não abrem o polegar", afirma o neuropediatra Luiz Celso Vilanova. O quarto mês traz muitas novidades: o bebê chora quando é deixado sozinho, gosta de brincar de esconde-esconde com a mãe que tapa o rosto com as mãos, explora o corpo, pegando o pé ou os genitais. Tocar os calcanhares indica que ele começa a usar a musculatura da perna. "Um treino que mais adiante será exigido no engatinhar e no andar", diz Lembo. A linguagem avança com a percepção de sílabas e palavras. O bebê nota que os sons são acompanhados pelos movimentos da boca de quem fala.

Quinto mês

O principal ganho desse período é girar a cintura. Deitada, a criança primeiro joga a bacia para o lado, depois as pernas e então o corpo. "É um girar desconectado do tórax. Significa que o fortalecimento da musculatura atingiu a cintura", diz o pediatra Lembo. O bebê está perto de sentar. Seus braços e pernas adquirem agilidade, não sossegam durante o banho como os pais podem notar. Os bebês parecem aproveitar esse momento para praticar movimentos rítmicos, voluntários. Essa agitação ajuda a organizar o cérebro, formando conexões entre as células e estabelecendo um padrão para quando ele tiver força para engatinhar. Já fica em pé quando é seguro pela cintura.
Sexto mês

O bebê começa a sentar com apoio de travesseiros e almofadas, porque tem o controle total da parte torácica e da bacia. Os brinquedos precisam estar por perto. As tentativas para pegá-los estimulam o aprendizado do equilíbrio. A criança interage mais com o ambiente. Não gosta de ficar sozinha e sorri quando alguém conhecido vem em seu socorro. Estica os braços pedindo colo. Deixa as pernas estendidas quando deitada de bruços. A preensão palmar, antes reflexa, torna-se totalmente voluntária. O bebê pega os objetos que deseja. Também chuta, se balança, se debate e bate, esfrega, arranha, se inclina de modo rítmico e repetitivo. Com isso, manda estímulos para o cérebro, que se organizam em informações para o futuro: engatinhar, ficar em pé e andar. O bebê rola sobre si, indicando que o amadurecimento da musculatura está chegando nas coxas. Cuidado com os tombos. O sono já virou rotina previsível. Ele dorme cerca de 14 horas, incluindo as sonecas durante o dia. A qualquer momento, a partir de agora, pode soltar um "mmmmmmmm", que, em geral, é interpretado como: "Ele disse mamãe".

Sétimo mês

Quando sentada, a criança coloca as duas mãos à frente do corpo, apoiadas no chão, para ter uma base de sustentação maior. O equilíbrio ainda é vacilante. Se você mostrar um objeto atraente, ela esquece das mãos, pega o brinquedo e tomba. "A queda manda uma mensagem ao cérebro: as duas mãos não podem sair do chão ao mesmo tempo, pelo menos por enquanto", diz o neuropediatra Vilanova. A coordenação motora se refina. O bebê começa a usar o dedo indicador e o polegar para pinçar os objetos. Parece que está escolhendo as coisas ou com nojo. O movimento se estenderá para o restante dos dedos entre o oitavo e o nono mês. A melhora na pega indica que os ossos do bebê estão endurecendo. Quando nasce, eles são flexíveis por terem mais água do que os dos adultos. Entre o sétimo e o nono mês, a criança pode bater palma, mesmo que de forma desengonçada. "Unir as mãos significa ter o controle do ombro e também ausência de problemas cerebrais", diz Vilanova.
Oitavo mês

O poder de compreensão ganha contornos mais concretos. O bebê pára uma atividade quando lhe dizem "não". Entende o significado dos gestos e dos atos. Percebe, principalmente, que é um ser separado da mãe, mas ainda precisa se assegurar de que quando ela some não deixou de existir. As brincadeiras de esconder o ajudam nessa fase, em que demonstrações de estranhamentos com outras pessoas são comuns. Assim como quando estão no cadeirão e jogam um objeto no chão. É outro reforço no entendimento de que as coisas vão e voltam, além de experiências em que a criança aprende sobre distância, som e força. Sua musculatura está mais dura e o equilíbrio, melhor. Ela senta sem apoio e pega objetos próximos sem cair.

Nono mês

Engatinhar exige planejamento e logística. Qual perna levantar com qual braço? Resolver aonde ir. Ampliam-se a capacidade e a freqüência de tomar decisões por conta própria. Essa conquista acelera o desenvolvimento intelectual dos bebês. No princípio é engraçado. A criança poderá se arrastar com a barriga porque o controle das pernas ainda não é total. Elas não são tão firmes quanto os braços. Ou engatinhar de marcha a ré, por causa do peso da cabeça, que representa 30% do tamanho do corpo. "Cuidado com degraus", avisa a pediatra Tânia Shimoda. O dispositivo do medo, inato, é acionado duas semanas depois de ela começar a engatinhar, pela experiência ou pelos alertas dos pais.
10 a 11 meses

O desejo de ficar em pé é incontrolável. Para isso, o bebê precisa de três pontos de apoio – duas pernas e um braço, dois braços e uma perna ou dois pés e o apoio do tórax em algum lugar. Ao ficar em pé, a dimensão de mundo da criança se amplia. Os olhos de um bebê que engatinha ficam a 22 centímetros do chão. Em pé, a distância aumenta para, no mínimo, 50 centímetros, ou a altura dele. Muitos pais colocam o filho no andador. "Está errado. A criança poderá ter quedas mais freqüentes ao andar porque não fortaleceu como deveria a musculatura da perna", avisa Lembo.

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Quando meu filho vai dormir a noite toda?

Qual pai ou mãe, logo que chega em casa com o bebê da maternidade, não tem a sensação de que nunca mais vai dormir como antes? Se você está passando por isso, uma pesquisa comprovou o que nesse momento é difícil acreditar: seu filho provavelmente vai dormir a noite toda em poucos meses.

Um estudo realizado por pesquisadores da University of Canterbury, na Nova Zelândia, envolveu pais de 75 crianças que preencheram um diário sobre o sono do filho durante seis dias por mês, do nascimento aos 12 meses. Os resultados mostraram que aos 5 meses 50% das crianças eram capazes de dormir entre 22h e 6h. Animador, não?

É preciso lembrar, no entanto, que o padrão de sono varia de criança para criança. Enquanto umas dormem o regulam mais rápido, outras demoram um pouco mais.
A pediatra Márcia Hallinan, do Laboratório do Sono da Universidade Federal de São Paulo, preparou um lista de situações que você, provavelmente, já enfrentou. Para que os pequenos aprendam a dormir, ela explica que é necessário rotina, ajuste de horários e paciência, muita paciência. Os exemplos abaixo podem ser aplicados eventualmente, portanto, evite-as:


>> ninar bebê no colo diariamente (o correto é colocá-los na cama ou berço e ler por uns 15 minutos ou cantarolar embalando-o pelo mesmo tempo);

>> nada de perambular com a criança pela casa no carrinho de bebê, ou colocar no bebê-conforto lugares esquisitos, como sobre a máquina de lavar (ninguém precisa ser chacoalhado para pegar no sono. Dê uma fraldinha, que ele se auto ninará);

>> nada de passear de carro com o pretexto de fazer a criança dormir;

>> não ofereça mamadeira ou chá a cada choramingo, elas só podem existir se fizerem parte do ritual;

>> pode ser uma delícia, mas não é correto ficar abraçados, lendo até eles dormirem. Você deve deixar o quarto deles quando estiverem sonolentos, mas ainda acordados. Eles devem perceber que estão sozinhos, para não se assustar quando despertarem no meio da noite;

>> nada de inventar situações negativas em relação ao sono, como bicho-papão;

>> atenção: berço não é lugar para castigo!